Alto índice de roubos e furtos gera preocupação em Minas Gerais
Em Minas Gerais, a cada 30 minutos, uma pessoa é roubada, enquanto furtos ocorrem a cada três minutos. Esses dados revelam um quadro preocupante para a segurança pública, afetando a rotina e as decisões diárias dos cidadãos. Segundo o coronel Carlos Júnior, especialista em segurança pública, os roubos e furtos são indicadores críticos da sensação de segurança da população.
Diferenças entre roubo e furto
É importante compreender a distinção entre roubo e furto, pois ambos impactam diretamente a segurança dos cidadãos. O roubo envolve o uso de violência ou ameaça, frequentemente com armas, enquanto o furto ocorre de maneira sorrateira, sem confrontação direta com a vítima. Apesar de uma redução nos índices desses crimes em 2024, a sensação de insegurança persiste entre os moradores de Belo Horizonte.
Comparando os anos de 2023 e 2024, Minas Gerais registrou uma queda de 6% nos roubos e 8% nos furtos. Em Belo Horizonte, a redução foi de 4,2% e 8,8%, respectivamente. Contudo, a capital ainda enfrenta desafios significativos, com bairros como o Centro e a Região Nordeste registrando altos índices de criminalidade. Pedestres são os principais alvos, com 1.019 ocorrências de roubo em 2024.
Para enfrentar a criminalidade, novas estratégias estão sendo implementadas, como a vigilância vertical. O uso de drones e helicópteros equipados com câmeras termais permite um monitoramento mais eficaz das áreas críticas. Além disso, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) tem colaborado com a polícia para melhorar a segurança, investindo em tecnologias como o projeto Olho Vivo, que utiliza inteligência artificial para monitorar atividades suspeitas.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais tem adotado medidas para reduzir os crimes contra o patrimônio. A integração das forças policiais, com ações preventivas e repressivas, tem sido fundamental. Programas como o Fica Vivo! visam envolver jovens em atividades que previnem a criminalidade, enquanto a Integração da Gestão em Segurança Pública (Igesp) foca em áreas de maior vulnerabilidade.