Estudo revelou as piores cidades para ser mulher no Brasil; veja lista
Um estudo recente revelou que a maioria das cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes apresenta um desempenho insatisfatório em termos de igualdade de gênero. De acordo com o relatório “Piores Cidades para Ser Mulher”, elaborado pela consultoria socioambiental Tewá 225, cerca de 99% dessas cidades foram classificadas como tendo um desempenho “baixo” ou “muito baixo”.
O levantamento, que avaliou o ambiente oferecido às mulheres em 319 cidades, utilizou dados do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (DSC-BR) e focou nos indicadores do quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Esses indicadores incluem taxas de feminicídio, desigualdade salarial, representatividade política feminina e a situação de jovens mulheres no mercado de trabalho e na educação.
O estudo concentrou-se em cidades com mais de 100 mil habitantes, representando aproximadamente 60% da população urbana do Brasil. Os dados utilizados referem-se ao ano de 2024 e foram analisados considerando diversos recortes, como etnia, regionalidade, biomas e economia, que influenciam as oportunidades disponíveis para as mulheres.
Cada cidade recebeu uma pontuação de 0 a 100 para cada indicador, sendo que as classificações foram divididas em cinco categorias: “muito baixo” (0 a 39,99), “baixo” (40 a 49,99), “médio” (50 a 59,99), “alto” (60 a 79,99) e “muito alto” (80 a 100). Os resultados mostraram que nenhuma cidade alcançou a classificação “alta”.
Piores cidades para ser mulher no Brasil
Entre as cidades avaliadas, Paranaguá, no Paraná, lidera o ranking das piores cidades para ser mulher, com uma pontuação de 12,70. Outras cidades que se destacam negativamente incluem São Pedro da Aldeia (RJ), Camaçari (BA) e Macaé (RJ). Essas cidades apresentaram pontuações muito baixas, refletindo problemas significativos em termos de segurança e igualdade de gênero.
- 1º – Paranaguá (PR): 12,70
- 2º – São Pedro da Aldeia (RJ): 14,98
- 3º – Camaçari (BA): 16,79
- 4º – Macaé (RJ): 18,78
- 5º – Parauapebas (PA): 19,23
- 6º – Cabo de Santo Agostinho (PE): 19,74
- 7º – Pindamonhangaba (SP): 20,19
- 8º – Açailândia (MA): 21,12
- 9º – Santana (AP): 23,05
- 10º – Ponta Grossa (PR): 23,25
O relatório destaca que, das 319 cidades analisadas, 269 foram classificadas como “muito baixo”, o que representa cerca de 84,3% do total. Apenas três cidades conseguiram atingir o nível “médio”, mostrando que há um longo caminho a percorrer para melhorar a situação das mulheres nessas regiões.