Chamada rápidas que ninguém fala nada? Entenda o que são

Hoje, milhões de brasileiros enfrentam diariamente um incômodo tecnológico conhecido como robocalls, que ligações automáticas, muitas vezes sem interlocutor, que duram apenas alguns segundos ou exibem mensagens sem sentido. Essas chamadas podem ocorrer a qualquer hora e são causadas por programas de computador que realizam múltiplas chamadas em massa, tanto para testar se um número está ativo quanto para fins comerciais ou até mesmo fraudulentos.

Segundo dados recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as chamadas de curta duração, que normalmente duram menos de seis segundos, representam mais de 60% do total de ligações feitas no Brasil. Só em abril de 2025, foram mais de 16 bilhões de ligações, das quais cerca de 10 bilhões foram robocalls, um volume crescente e que tem trazido sérios prejuízos ao uso legítimo dos serviços telefônicos.

O impacto dessas ligações não é apenas técnico. Usuários relatam interrupções frequentes no trabalho, aumento de ansiedade e medo de atender chamadas legítimas, como aquelas relacionadas a oportunidades de emprego ou emergência médica. Em casos extremos, a confiança na telefonia é comprometida, e até situações graves, como a perda de uma ligação importante da central de transplantes, já foram registradas.

Medidas para reduzir o problema

Para tentar reduzir esse problema, o Banco Central criou o serviço “Não Me Perturbe”, que bloqueia chamadas de telemarketing de bancos e operadoras para números cadastrados. Além disso, aplicativos como Truecaller e Whoscall ajudam os usuários a identificar e bloquear números suspeitos.

As operadoras têm intensificado o monitoramento das ligações, implantando bloqueios em tempo real para detectar e barrar chamadas abusivas. A Anatel reforçou a regulamentação, impondo limites ao número de chamadas automáticas que uma empresa pode realizar e aplicando multas severas contra quem descumpre essas regras.

Apesar dos avanços, o combate aos robocalls ainda exige vigilância constante, responsabilidade das instituições e dos usuários. Medidas simples, como ativar autenticação em dois fatores, utilizar senhas fortes e ficar atento às movimentações suspeitas, são recomendadas para proteger a experiência de uso do telefone, devolvendo ao consumidor o controle sobre suas chamadas.