Metanol em bebidas alcoólicas tem gerado preocupação; veja riscos para o organismo

Nos últimos meses, São Paulo enfrenta uma grave crise de saúde pública devido ao aumento dos casos de intoxicação por metanol, uma substância química amplamente usada na indústria, mas altamente tóxica quando ingerida. Desde junho de 2025, já foram confirmados seis casos de intoxicação e duas mortes causadas pelo consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol apenas na capital e na região do ABC Paulista, com dezenas de casos ainda em investigação.

Riscos do metanol à saúde

O metanol é metabolizado no fígado, gerando compostos tóxicos como formaldeído e ácido fórmico, que atacam órgãos vitais como o fígado, rins e cérebro, podendo causar sintomas iniciais semelhantes aos de uma ressaca, como tontura, náusea e dor de cabeça, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em casos mais graves, pode levar à cegueira, coma e até morte. A intoxicação por metanol é por isso considerada uma emergência médica que requer atendimento imediato e uso de antídotos específicos.

Os casos recentes têm preocupação especial porque ocorreram em contextos sociais de consumo alcoólico, como bares e festas, envolvendo diferentes tipos de bebidas, como gin, whisky e vodka, contaminadas indevidamente. O Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e outras autoridades intensificaram as ações de fiscalização para retirar do mercado os produtos adulterados e alertar a população sobre os riscos.

Sinais de alerta para bebidas adulteradas incluem embalagens sem rótulos, lacres violados e preços muito abaixo do usual. Os especialistas recomendam comprar apenas de marcas e estabelecimentos confiáveis para evitar intoxicações.

As autoridades estaduais e federais, incluindo a Polícia Federal que já abriu inquérito para investigar a rede de distribuição dessas bebidas, reforçam a importância de uma resposta rápida para evitar novos casos e proteger a saúde pública, ressaltando que o problema pode ter ramificações além de São Paulo.