Brasil registra piora em ranking sobre presença do crime organizado; saiba mais

O Brasil apareceu em uma posição preocupante em relação ao crime organizado no cenário mundial, subindo do 22º para o 14º lugar no Índice Global de Crime Organizado, que avalia 193 países. O levantamento recente, divulgado pela Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC), considerou dados entre 2021 e 2025 e classificou o país entre as nações com maior prevalência desse tipo de criminalidade e baixa resiliência para combatê-la.

Esse avanço no ranking demonstra que o Brasil enfrenta um quadro complexo, com alta taxa de criminalidade em vários mercados ilícitos, além de ser um corredor estratégico para o tráfico e o escoamento de drogas, recursos ambientais e outros bens ilegais. O país conta com uma multiplicidade de grupos criminosos, incluindo facções locais, setores do crime privado e até organizações estrangeiras, como a máfia italiana Ndrangheta e grupos dos Balcãs.

Brasil apresenta melhora em outros itens

Apesar dessa piora na prevalência do crime organizado, o Brasil apresentou melhora em sua resiliência, passando da 94ª para a 86ª posição na capacidade de resposta do Estado e da sociedade para enfrentar essas máfias. Esse aspecto positivo evidencia esforços crescentes de modernização e combate ao crime organizado, ainda que o caminho seja longo.

O estudo aponta que, globalmente, os crimes financeiros continuam a ser o ramo mais prevalente e que tiveram a maior expansão nos últimos anos, sinalizando a complexidade e adaptação das organizações criminosas a novas formas de atuação.

Países como México, Camboja, Rússia, Camarões e Etiópia também figuram entre as nações com alta criminalidade e baixa capacidade de resposta, enquanto Mianmar, na Ásia, concentra os piores indicadores de todo o mundo.