Estudo colocou destino brasileiro como um dos piores do mundo
O Rio de Janeiro, um dos destinos mais icônicos do Brasil com cartões-postais como o Cristo Redentor, Pão de Açúcar e praias lendárias, foi apontado na última posição de um ranking global recente sobre os piores lugares para turismo, reacendendo debates sobre os desafios do setor no país .
Um estudo internacional avaliou critérios essenciais como segurança pública, receptividade dos moradores, custo-benefício de hospedagem e passeios, mobilidade urbana, limpeza e a experiência geral dos visitantes, compilando reclamações reais de turistas de diversas nacionalidades.
A combinação de altos índices de criminalidade, incluindo furtos e assaltos frequentes em áreas turísticas, preços elevados para hotéis e atrações sem correspondência em qualidade, além de dificuldades para reservar acomodações acessíveis, derrubou a nota da Cidade Maravilhosa. Muitos visitantes relataram frustrações com infraestrutura precária, como transporte lotado e falta de sinalização, o que reduziu drasticamente o desejo de retorno, um fator decisivo no levantamento .
Toronto aparece como melhor destino do mundo no ranking
Na ponta oposta do ranking, Toronto, no Canadá, liderou como o melhor destino global, graças à organização urbana impecável, limpeza exemplar, ambiente acolhedor e facilidade de comunicação graças ao inglês como língua oficial. A cidade canadense pontuou alto em mobilidade eficiente, opções de hospedagem variadas e custo razoável, atraindo turistas que buscam previsibilidade e segurança sem abrir mão de atrações culturais e naturais .
O relatório também revelou tendências mundiais: turistas priorizam cada vez mais destinos com baixa criminalidade e transparência nos preços, abandonando locais onde a experiência é marcada por estresse. No Brasil, enquanto o Rio sofre com esses problemas crônicos, outras cidades como Florianópolis ou Gramado se destacam em rankings alternativos por hospitalidade e segurança relativa, sugerindo potencial para diversificar o turismo nacional. Autoridades locais e o setor hoteleiro agora pressionam por melhorias urgentes em policiamento turístico, regulação de preços e investimentos em infraestrutura para reverter a imagem negativa.